Blue Tree Alphaville investe em ESG com neutralização de emissões elétricas
Iniciativa compensou quase duas toneladas de CO₂ no primeiro mês de operação no hotel.
Foto: Blue Tree Premium Alphaville - Divulgação
O setor hoteleiro de luxo inaugura uma nova fase de responsabilidade socioambiental, impulsionado pela necessidade de adotar práticas sustentáveis ligadas ao consumo consciente. Alinhado a essa tendência, o Hotel Blue Tree Premium Alphaville, localizado em Barueri (SP), implementou um programa de neutralização de emissões focado no consumo de energia elétrica. Logo no primeiro mês de operação (julho), o empreendimento compensou 1.902,71 kg de dióxido de carbono (CO₂).
Segundo a empresa de assessoria ambiental responsável pelo cálculo e pela compensação, o volume equivale a 13 árvores nativas da Mata Atlântica e do Cerrado. As mudas serão plantadas em setembro, em alusão ao Dia da Árvore.
Para a presidente da rede Blue Tree Hotels, Chieko Aoki, a sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial e tornou-se um pré-requisito indispensável para o turismo moderno.
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“A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser um requisito no turismo. Medir e compensar emissões, com registro auditável mês a mês, é parte do compromisso de toda a rede com práticas ambientais mensuráveis”, afirma a executiva.
O programa terá duração inicial de um ano no Blue Tree Premium Alphaville. Mensalmente, a compensação é calculada com base no consumo elétrico do hotel e revertida no plantio de mudas nativas em projetos de restauração florestal geridos por ONGs. As áreas contam com manutenção e monitoramento por até 24 meses, e o resultado de cada ciclo é registrado em um certificado digital de neutralização de carbono.
Calculadora “verde” para eventosDesde o final de julho, o hotel também passou a oferecer aos organizadores de eventos, corporativos e sociais, uma calculadora ambiental. A ferramenta indica a quantidade de árvores necessária para neutralizar a pegada de carbono de cada solenidade.
A contratação do serviço é opcional e feita por evento. O organizador informa o número de participantes, a duração da programação e o tipo de emissão que deseja neutralizar. Com base nesses dados, a calculadora mensura quantas mudas devem ser plantadas para compensar o impacto.
Para chegar a esse número, o cálculo considera o consumo elétrico do período e aplica dois parâmetros:
O fator de emissão médio do Sistema Interligado Nacional (SIN), que estima a quantidade de CO₂ emitida para gerar a energia consumida;
A média de sequestro de carbono de espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, que aponta o número de árvores necessárias para absorver o volume total emitido.
Tendência global no setor de luxo hoteleiroA busca por soluções sustentáveis segue modelos que já ganham força no mercado internacional. O primeiro hotel “carbono positivo” dos Estados Unidos, o Populus, abriu suas portas em Denver, Colorado, em setembro de 2024.
O hotel norte-americano começou a compensar o carbono operacional imediatamente por meio do programa One Night, One Tree, em parceria com a National Forest Foundation (NFF). A iniciativa garante o plantio de uma árvore a cada diária vendida — acumulando milhares de mudas plantadas.
Além do reflorestamento, empreendimentos com conceito carbono positivo integram práticas como agricultura regenerativa em parceria com produtores rurais, uso de eletricidade 100% renovável e cardápios com desperdício zero. O objetivo central é sequestrar mais carbono do que o total gerado por suas operações e construção ao longo de todo o ciclo de vida do edifício.